Conferência de Verão 2009: Adamus Saint German

CÍRCULO CARMESIM
CONFERENCIA DE VERÃO DA NOVA ENERGIA 2009
Breckenridge, Colorado E.U.A.
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Adamus Saint-Germain
Canalizado por Geoffrey Hoppe
Sexta-Feira à tarde, 17 de Julho


Eu... Eu não sou o Senhor Germain. [Muitas risadas quando Adamus se refere à canção de Anders
Holte intitulada Ordinary Saint.] Eu Sou o que Sou, Adamus Saint-Germain, ou, melhor pronunciado, Adamus Saint-Germain [dito com a inflexão do francês]. Que maravilha estar aqui com todos estes Shaumbra no dia de hoje.
Estive um tanto ocupado ultimamente. Peço desculpas a cada um de vocês por não ter passado mais tempo ao seu lado. E, a propósito, não sou um ‘santo eclesiástico’, meu caro. [Muitas risadas] Sou Adamus. [Mais risadas] Eu poderia lhes contar longas histórias sobre santos eclesiásticos; eles
também são chamados de ordinários, não é à toa. [Mais risadas] Eles não valem nada (em inglês, dime a dozen, que significa muito barato). Eu sou um diamante (em inglês, diamond; ele brinca com a pronúncia parecida, em inglês, dos termos opostos). [Mais risadas; Adamus dá uma risadinha]
Mas eu tenho estado bem ocupado ultimamente. Andei acompanhando muitos, muitos de vocês aqui em sua jornada ao topo desta montanha, marquei presença com vocês, mas tenho sido um pouco negligente com nossas conversas, às vezes noturnas, quase diárias. Estou no processo de
ajudar Tobias a renascer. Ah, e não subestimem a dificuldade que é pegar um velho judeu morto e colocá-lo em um menino de dez anos! [Muitas risadas e aplausos] Está custando muito pra mim e pra Kuthumi colocá-lo de volta em Sam!
Entendam que, de fato, nascer é muito mais difícil do que morrer, muito mais traumático. Morrer é fácil. Depois que superam o medo inicial, vocês se veem do outro lado, geralmente rodeados por aqueles que amam e conhecem, por pessoas muito agradáveis, livres do corpo físico. É, na verdade, um alívio. Nascer… Nascer é traumático. Vocês sabem que têm uma longa jornada pela frente. Sabem que muito será esquecido. Sabem que vão ter que tolerar muitas coisas de muitas pessoas.
Então, mesmo que Tobias venha aqui agora falar sobre voltar – e, realmente, ele está ansioso por isso – mesmo assim, ele está lutando com o que é se reintegrar a esse corpo. Graças a Deus, ele pulou a parte do nascimento físico de fato. Mas, ainda assim, há uma parte dele, uma parte de seu espírito, que está resistindo; uma parte dele que está se lembrando do que é ser humano – com as dificuldades e, mais do que tudo, o esquecimento de quando vocês voltam para o corpo humano. Assim, tenho estado ocupado com isso, mas é uma honra estar aqui com vocês neste momento. Vou mudar um pouco a programação desta tarde, porque mudar é uma coisa boa. Estive observando
as energias aqui nos últimos dias. Senti cada um de vocês. Bem, eu compartilhei existências com muitos de vocês. Eu os conheço bem. Dei uma olhada na energia deste encontro, na razão pela qual vocês estão aqui, naquilo pelo qual estão passando na vida bem agora.

Confiança

Uma coisa que sei sobre cada um aqui – sem exceção – é que vocês viveram existências em que eram muito, muito confiantes, eram arrogantes. Vocês viveram existências em que eram poderosos, controlavam as pessoas, tinham uma riqueza tremenda, eram famosos. Sim, cada um de vocês.
Alguns agem timidamente agora, mas eu os conheço. Eu vi essas suas existências. Ah, foram realmente existências magníficas. Foram de certo modo clássicas ou representaram marcos essas existências em que vocês tinham esse poder e essa autoestima e autoconfiança. Ah, eu entendo como é, também passei por isso. Mas eu me recuperei. [Risadas; Adamus dá uma
risadinha] Ah, queridos Shaumbra, adoro brincar com vocês. Vi essa confiança que vocês tiveram no passado. Agora que vieram para esta existência, alguns de vocês, sim, trouxeram junto essa confiança; outros a deixaram totalmente para trás, dizendo que não iriam ter outra vida como aquela novamente – com aquela arrogância humana, com aquele excesso de confiança. Mas agora estamos aqui e vejo o que está acontecendo, o que está ocorrendo dentro
de vocês; uma das questões tem a ver com confiança. Ela foi arrancada de vocês. Foi tirada de vocês e o pouco que restou está sendo descartado novamente. Confiança é uma coisa interessante. Na maioria das vezes, é artificial. Confiança é um meio de vocês se compreenderem como humanos. Vocês desenvolvem a confiança, essa plataforma ou essa base de sua ilusão como humanos. Confiança, às vezes, pode ser um meio de louvar sua
humanidade. Sim, às vezes, há um orgulho genuíno em suas realizações, um orgulho genuíno por alcançar suas metas e estar em alta conta, mas, geralmente, tem uma base artificial. O que está acontecendo agora, enquanto vocês passam por essa grande transformação de deixarem de ser um
humano comum para se tornarem seu eu verdadeiro divino, é que essa confiança está sendo destruída, e isso dói.
Vocês tentam buscá-la. Vocês tentam reconstruir sua confiança. Vocês procuram, talvez, acumular algum dinheiro ou escrever um livro ou letras de música e, então, quando não obtêm o retorno que esperam, a confiança diminui mais e mais. É suprimida. Vocês sentem desespero: “Como vou me
identificar novamente? Como vou identificar meu valor? Como volto a ter alguma identidade?” E vocês tentam reconstruir sua confiança, recriando ou desenvolvendo essa velha ilusão de si mesmos. E vocês sabem que isso não vai acontecer.
Confiança é algo artificial. Confiança é um meio de vivenciar-se como humano, mas não, em última análise, como um ser divino. A confiança que uma vez vocês tiveram, a confiança que está desaparecendo bem agora está sendo substituída por outra coisa – outra coisa muito, muito diferente, mas muito mais bonita, muito mais abrangente. Está sendo substituída pela Consciência do Ser – do seu ser.

Consciência do Ser

A verdadeira Consciência do Ser não precisa de confiança. Não precisa estar associada a certas realizações – dinheiro no banco, boa aparência, favor de outras pessoas, poder, cargos, posições –, pois tudo isso faz parte da falsa confiança. Vocês estão alcançando agora a absoluta consciência de seu ser. Essa consciência não precisa se vangloriar. Ela simplesmente é. Não precisa venerar as realizações, não precisa dessas realizações para dar prova de si. A autêntica consciência de seu estado de ser não precisa rastrear ou fazer
registros do que vocês realizaram, de onde estiveram, dos trabalhos que fizeram, dos cargos que tiveram nem de qualquer outra coisa. Está satisfeita em si. A Consciência do Ser é a confiança da Nova Energia. Não precisa de mais nada. Não precisa se alimentar, não precisa se desenvolver, não
precisa ficar encontrando meios de se identificar. É o que é. E, por incrível que pareça, nesse estado de ser que cada um de vocês está alcançando, o que vocês chamam agora de suas realizações ou suas habilidades, de repente, se torna algo muito natural. Vocês não têm que trabalhar para manifestar nada. Simplesmente é. É um resultado natural da consciência do seu ser.
Vocês não precisam acumular dinheiro. Vocês não precisam encontrar novos meios de se vangloriar. Isso simplesmente passa a ser. Vocês se tornam admirados através do ato de estarem conscientes do seu estado de ser.
Uma coisa estranha acontece. Vocês coçam a cabeça e dizem: “Então, em todas essas existências eu lutei, tive desafios, passei por dificuldades, sofri e me estressei – tudo isso pra conseguir as coisas que são, absolutamente, o resultado natural da consciência do ser?” Sim, isso mesmo. Parece uma contradição, mas, na verdade, não é, porque nesta nova Consciência do Ser vocês também carregam todas as Velhas Energias da velha confiança. E elas vêm agora criar o que vocês sempre tentaram criar antes, e elas fazem isso naturalmente. Fazem isso sem sofrer qualquer pressão. Sem nenhum tipo de desafio. Simplesmente acontece.
Agora, outra coisa engraçada ocorre. Se houver algum resquício do velho eu humano nesta altura, ele realmente abandona o desafio. Ele larga o jogo. Ele deixa de sentir o que é ter que se esforçar e lutar para manifestar algo. Há uma tendência, algumas vezes, a querer voltar e dizer: “Quero fazer
isso do jeito antigo porque era mais divertido.” Vocês não estão achando graça. [Alguns riem; Adamus dá uma risadinha] Mas isso passa rapidamente, e vocês percebem o fluxo natural. Vocês se dão conta de que tudo simplesmente chega até vocês. Simplesmente, é atraído para vocês. Simplesmente, está lá. Não há razão para tornar as coisas difíceis. O Espírito nunca solicitou que fosse difícil – vocês, sim. O Espírito nunca quis que fosse um desafio para vocês, mas vocês ficaram fascinados com o desafio.
Vocês ficaram fascinados com todo esse jogo. Mas agora, observando cada um de vocês, vejo que vocês estão cheios. Vocês estão prontos para seguir adiante.

Movimentando a Energia

O que eu quero fazer hoje à tarde, em nossa sessão, em vez de falar muito, é trazer movimento, emoção. Vejam bem, essa confiança, essa confiança humana da Velha Energia que vocês tinham está indo embora. Ela vai se dissolver ou se desprender, porque vocês fizeram uma escolha. Vocês
fizeram a escolha de passar por esse processo da ascensão. Vocês optaram por derrubar a velha estrutura do velho eu humano, e parte dessa estrutura consiste da velha confiança. O que eu gostaria de fazer no restante desta sessão, enquanto trazemos movimento, é deixar que essa confiança vá embora naturalmente. Parem de tentar mantê-la. Parem de ficar exigindo de si mesmos as suas realizações. Parem de tentar recriar uma confiança em si mesmos que, na verdade, é falsa. Deixem ir, liberem isso. É um pedido e tanto, porque parte desse velho eu humano que vocês ainda têm continua querendo manter essa confiança, ainda tem medo do que vai acontecer se vocês não tiverem confiança em si mesmos. Mas, queridos, queridos Shaumbra, deixem essa velha confiança ir embora. Deixem essa
confiança ser substituída pela consciência de seu ser. Assim, hoje, enquanto movimentamos as energias, quero que vocês se mexam. Melhor dizer para
dançar, pois alguns de vocês podem ficar com medo e sair correndo porta afora – tranquem as portas já. [Risadas] Mexam-se, o que quer que signifique. Sentados na cadeira, mexam-se um pouco. Levantem-se, mexam-se. Mexam os pés, mexam os braços – qualquer coisa. Se só mexerem
a cabeça, se for tudo que puderem fazer, mexam a cabeça. Deixem essa velha confiança se dissolver naturalmente – ela está partindo de qualquer jeito. Ela não precisa mais ser destruída. Eu os vejo com um tremendo pesar e uma ansiedade enorme por ter essa velha confiança destroçada. Deixem que ela se dissipe naturalmente. Deixem que ela vá embora naturalmente e, enquanto fazem isso, permitam que venha a Consciência do Ser – de seu ser. O que isso significa? São palavras pomposas. O que é essa tal Consciência do Ser? É o Eu Sou. É a aceitação de si sem ter que construir a confiança ou falsas plataformas. É o entendimento, como disse Tobias mais cedo hoje, de que vocês não fizeram nada errado, de modo algum. Algumas vezes, a perspectiva de vocês do que vocês estão fazendo é um bocado interessante. Vocês olham
pra isso de esguelha em vez de olhar por cima. Vou pedir, meus queridos amigos, que o grupo Yoham se apresente daqui a pouco. Vou pedir a eles
– como vocês dizem – que mandem ver, se soltem, deixem rolar. [Aplausos e aclamações da platéia] Não vamos tocar música suave aqui, vamos cair dentro! [Risadas] Quero explicar uma coisa antes que o Yoham embarque nessa jornada com vocês. Conheci Gerhard um tempo atrás. Numa de minhas Escolas de Mistério, ele era professor de música. Ele entendia a absoluta essência espiritual da música. E música era uma das coisas mais importantes que fazíamos nas Escolas de Mistério. Todos tinham que aprender a tocar um instrumento e a cantar, porque chega um ponto em que as palavras já não bastam e falar não serve para nada além de ir direto para o cérebro. Então, cada Escola de Mistério que desenvolvemos teve um enfoque na música.
E meu caro amigo Gerhard, que me aturou ao longo de eras... ah, ele ainda está um pouco magoado quanto a isso [risadas]... ele escreveu, realmente, uma canção uma vez que era uma maldição para mim em vez de uma benção como a de Anders... mas sua música sempre foi mágica, sempre foi espiritual. Na verdade, ele agora escreveu um livro que apresentamos bem aqui... uma pequena divulgação para ajudá-lo a superar essa velha questão entre nós [Risadas]... mas está disponível agora e é a essência da música sacra.
Então, vou pedir ao Yoham que se apresente aqui agora e ficarei aí dançando com vocês – certamente não através de Cauldre, Encontrarei outros pés com que dançar. [Risadas; Linda diz: “Seja bonzinho.”]
Assim, vocês têm trinta minutos para se soltarem. Trinta minutos deixando ir a velha confiança e deixando vir essa Nova Energia da Consciência do Ser.
Deixem acontecer, queridos Shaumbra. Que lugar perfeito no alto desta montanha, com os Shaumbra, neste espaço seguro e sagrado, e a música do Yoham.
Foi um prazer. Não preciso dizer mais nada. Permitam-se ser.
Eu Sou o que Sou, Adamus Saint-Germain.
[Aplausos enquanto o Yoham começa a música.]


Tradução para o português: Inês Fernandes mariainesfernandes@globo.com