O Mestre e o estudante Klaus - É hora de entrar na experiência

Há mais de 300 anos, começamos a fechar as Escolas de Mistério. A maioria estava localizada na Europa, mas havia Escolas de Mistério em outros lugares do mundo. Começamos a fechá-las uma por uma. Não por causa da igreja ou da lei. Tínhamos aprendido a contorná-las. Era o nosso “e”. Por quê? Bem, na verdade, havia arcebispos, membros da igreja no alto escalão, que, de fato, apoiavam, secretamente, as Escolas de Mistério, pois sabiam que ensinávamos os verdadeiros mistérios, os mistérios que tinham sido removidos dos ensinamentos da igreja, dos livros sagrados, muito tempo atrás, porque acreditava-se que as pessoas comuns não seriam capazes de lidar com eles.

Então, não foi por causa da lei. Tínhamos aprendido a ir além da lei, ou seja, tínhamos aprendido a levar nossa consciência e nossa realidade pra meia dimensão além, às vezes até mais do que isso. Tínhamos aprendido, é claro, lá atrás nos Templos de Tien, em Atlântida, a nos transportar pra meia dimensão além, ligeiramente fora do restante da realidade, ou seja, ainda estávamos lá – na verdade, tínhamos nossas grandes escolas, nossos castelos, nossos templos incríveis –, mas nos transportávamos o suficiente pra que as pessoas, em sua maioria, mesmo que olhassem diretamente para os castelos, as escolas ou pra nós, não nos veriam.

Não que criássemos algum tipo de falsa miragem ou lançássemos um feitiço nelas. Simplesmente, colocávamos nossa consciência no espaço “e”. Ainda existíamos, ainda estávamos lá, inteiros e fisicamente, e também fora de lá.

Portanto, não precisávamos fugir da lei. Não precisávamos tentar evitar a igreja. Estávamos na verdadeira consciência “e”, assim como vocês podem estar todo santo dia. Vocês podem estar no físico. Vocês podem estar no mental. Vocês podem estar no mundo, bem como podem estar no tempo. E vocês também podem estar no não tempo. Vocês também podem ser iluminados. Vocês também podem ir além, tudo simultaneamente.

Sendo assim, o Mestre entrou no quarto do estudante, que estava fazendo as malas. Ele estava triste. O Mestre, fazia semanas agora, se aproximava de cada estudante da escola pra se despedir, pra dar um abraço e dizer umas últimas palavras de sabedoria. E veio ao quarto de Klaus e reparou que Klaus estava, de fato, muito, muito triste.

A Escola de Mistério estava fechando. O sonho de Klaus era estar nesta escola. Era um dos melhores estudantes e, verdadeiramente, um dos mais esforçados da escola. Sempre cooperando com os outros estudantes, sempre fazendo o dever de casa – dica, dica, Shaumbra – e sempre deixando os professores satisfeitos – dica, Shaumbra. [Algumas risadas]

E ele notou que Klaus tinha uma pilha de livros na mesinha de cabeceira. E perguntou: “Klaus, o que você vai fazer com esses livros?” Klaus disse: “Bem, Mestre, é claro que vou levá-los comigo.”

E o Mestre perguntou: “Pra quê?” E Klaus falou: “Pra que eu possa continuar estudando, Mestre. E possa continuar aprendendo. E possa consultar estes livros quando eu estiver lá fora.” E Klaus continuou: “Sabe, Mestre, não fui eu que escolhi partir. Eu ainda ficaria aqui, se a escola não fosse fechar. Aqui tem sido o meu lar. Tem sido a minha família. Tem sido a minha paixão. Tem sido a minha verdadeira iluminação. Mas vocês estão fechando, por razões que desconheço e não posso compreender. Então, estou partindo, mas levando estes livros pra que possa continuar meus estudos.”

O Mestre disse: “Klaus, você está proibido de levar esses livros. Primeiro, não são seus. Segundo, energeticamente, você está proibido de levar esses livros.” Isso surpreendeu Klaus, porque ele tinha pagado pelos livros. Ele achava que eram dele. Mas era como suas aulas na Internet (Cloud Classes); vocês só acessam por um tempo. [Risadas, inclusive de Linda] Um pouco de humor...

Então Klaus, totalmente surpreso, perguntou: “Bom, Mestre, o que vai acontecer com estes livros e por que não tenho permissão pra levá-los?” O Mestre disse: “Klaus, como eu também disse aos outros estudantes, o tempo de estudar...” Poderíamos abrir essa porta novamente? Aquela porta. Uma só. Essa. E desliguem o aquecimento, por favor. Estou tentando contar uma história. Onde estávamos? Ah, no quarto de Klaus.

E o Mestre falou: “Klaus, o tempo de estudar acabou. Você e os outros estudantes, na verdade, se viciaram em estudar. Estudar só por estudar. É hora de vivenciar. É hora de ir lá pra fora por essa porta aberta. É hora de sair e viver novamente. Sim, você fez muitas mudanças, muitas transformações, enquanto esteve aqui nestas últimas décadas na Escola de Mistério. Mas não há nada mais a aprender. Agora, trata-se da experiência. Experiência total. Na realidade, Klaus, esqueça tudo que você aprendeu aqui. Esqueça os fatos e os números. Esqueça todas as minhas afirmações incrivelmente profundas e sábias. Esqueça tudo. Saia agora e tenha experiências.”

Klaus começou a chorar, porque parte dele queria que houvesse uma chance de o Mestre permitir ao menos que alguns estudantes ficassem e que ele fosse um deles. Mas ele sabia que era assim. Dava pra saber pelo tom de voz do Mestre, pela postura do Mestre.

Klaus examinou os livros mais uma vez, a pilha que estava ao lado da cama. E o Mestre disse: “Nem pense neles. O tempo de estudar acabou.”

Klaus respirou fundo e perguntou: “O que acontecerá com os livros? Vocês vão usá-los com estudantes no futuro? Vocês vão queimá-los? Vão escondê-los pra que os outros lá fora não tenham acesso aos segredos que podem prejudicá-los?” O Mestre falou: “Não, de fato, vamos pegar todos estes livros, os milhares e milhares de livros que temos aqui nas Escolas de Mistério, e vamos deixá-los em bares e bordéis, nos castelos e em centros comunitários. Literalmente. Vamos distribuí-los por aí, escondê-los, colocá-los num armário, numa gaveta ou atrás de uma parede ou outra coisa qualquer, sabendo que a pessoa certa os encontrará no momento certo. Nem muito cedo. Nem muito tarde. As pessoas terão acesso a eles porque estarão prontas pra eles. Mesmo que não percebam conscientemente, elas estarão prontas, se encontrarem os livros.”

Ele disse: “Um dia, quem sabe, talvez daqui a 200 anos, outras pessoas farão a mesma coisa. Colocarão seus livros em gavetas de hotéis. [Risadas] Quem sabe? Mas, por enquanto, isto é o que faremos. Colocaremos os livros no caminho potencial daqueles que estão, verdadeiramente, chegando à iluminação.”

Ele prosseguiu: “Agora, Klaus, é hora de você partir. Eu lhe darei um último abraço, um último adeus e, então, irei embora.”

Com isso, eles se abraçaram. Eles choraram, pois dói no Mestre tanto quanto dói no estudante. Dói no Mestre saber que a beleza dessas Escolas de Mistério, que estiveram ativas por milhares de anos ao redor do mundo, fosse chegar ao fim; uma era chegava ao fim. Nada mais de Escolas de Mistérios. Nada mais de ficarem reclusos, longe dos outros, nas florestas ou ilhas. O Mestre também sabia que, apesar do fim de uma era incrível, era o começo de uma nova era. Uma era em que os estudantes voltariam à vida, a viver a vida, a ter experiências na vida. Nada mais de ficar só estudando. Nada mais de ficar isolado em algum refúgio, distante das outras realidades. Era um tempo para as experiências.

Cada um de vocês teve essa experiência do Klaus, de um jeito ou de outro, em uma das Escolas de Mistério, em algum momento no passado; quando foram solicitados a se retirar, quando a escola foi fechada ou quando vocês simplesmente voltaram de uma caminhada à noite e encontraram os portões trancados. Vocês não puderam entrar. Era hora de entrar na experiência.

Primeiro, a sua experiência; a sua experiência da iluminação; não mais estudar sobre ela, não mais se permitir essa distração. Alguns argumentariam: “Ah, não! Mas é preciso estudar. É preciso...” Vocês fizeram isso. Vocês fizeram tudo isso, e é basicamente tudo a mesma coisa.

O que está escrito nesse livro grandão – levante o livro pra que todos vejam. [Adamus está falando com um cara vestido de monge, que está com uma Bíblia grande.] Mostrem com a câmera, se possível. Levante-se, por favor. Sim. O que está escrito... Traga aqui; não tem luz suficiente aí. Jesus, fique calminho aí. [Risadas quando ele menciona o cara vestido de Jesus.] Isso, isso. Obrigado.

Irmão. Sim. O que está escrito aqui neste livro, com todas estas... – ehh! [tocando o livro e pulando pra trás como se ele queimasse] – com todas estas páginas... [Risadas] Eu posso tocar, sim! [Mais risadas quando ele toca de palma aberta] Com todas estas páginas, com tudo que está aqui, do Velho Testamento, que é mais ou menos a época de Tobias no Círculo Carmesim, até o Novo Testamento, que é a época de Adamus... [Adamus suspira; algumas risadas] Tudo aqui. Vocês podem estudar cada palavra e não vão chegar nem um tiquinho mais longe.

Jesus, pode vir até aqui tirar uma foto? Vamos aproveitar essa oportunidade. É. Temos que fazer isso. [Uma mulher diz: “E a Maria? Não é justo.” A mulher do cara de Jesus estava de Maria Madalena.] Ela não escreveu o livro.

“JESUS”: Nem eu!

ADAMUS: Eu sei! [Eles riem.] Eu queria saber se ela sabia... Fiquem juntos. Esperem. Cheguem mais perto. Certo, agora juntos. Abra o livro. Sorria, Jesus. [Algumas risadas] Fiquem mais juntos. Mais juntos. [Adamus coloca o rosto entre eles com um sorriso maroto e depois faz cara de importante; muitas risadas e alguns aplausos]

“JESUS”: Mentiras.


ADAMUS: Ótimo. Obrigado, cavalheiros. Obrigado. [Adamus ri.]

E esta é realmente uma história verdadeira, a propósito, levemente ornamentada, porque é isso que os grandes Mestres Ascensos fazem. Eles encenam tudo. Embelezam tudo. Eles não se prendem muito aos fatos e números rígidos e literais. Não existem fatos e números literais em lugar nenhum. Lugar nenhum. A matemática, ela não é literal. Não são fatos e números. Dois mais dois não é igual a quatro. Claro, de vez em quando é, e é igual a cerca de nove bilhões, é igual a maçãs ou é igual ao carpete no chão. “E!” E! Parem de se ater tanto às coisas.


(História contada por Adamus no Shoud Kharisma 3)

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